Notas
1. O Projeto por Uma Universidade Cidadã para os Trabalhadores recolhe
propostas que vieram sendo discutidas em instâncias da Fasubra há
quase uns vinte anos. Como Projeto de Lei, desde o ano de 2006 está na
Comissão de Legislação Participativa, da Câmara dos
Deputados, tendo sido apensado ao PL-4212/2004, que altera dispositivos da Lei
nº 9.394, de 20 de dezembro de 1996, que estabelece as Diretrizes e Bases da
Educação Nacional, e dá outras providências. No
Congresso, deve dormir o sono dos justos por não sabemos quantos anos,
antes de ser descartado definitivamente.
2. Gestores aqui na concepção que lhe dá o pensador
político português João Bernardo, como classe capitalista que
se apropria coletivamente do capital e da repartição da mais-valia e
atua administrativa e organizativamente nos processos de trabalho e na
exploração dos trabalhadores. Estaria entre o capitalista, dono dos
meios de produção, e o trabalhador, que vende sua força de
trabalho.
3. A pretensão é fortemente defendida no Projeto Universidade
Cidadã para os Trabalhadores, que presidiu a construção,
antes, do Projeto de Cargo Único que foi, depois, adaptado para o PCCTAE.
Mas não foi ainda desta vez que a federação conseguiu emplacar
a denominação, já que no PCCTAE somos chamados de
Técnicos Administrativos em Educação, o que de qualquer
maneira é uma generalização que não dá conta da
realidade de nossa inserção no mundo do trabalho nas
universidades.
4. Pág. 23 a 29 de "Da Manufatura à fábrica
automática", in Crítica da divisão do trabalho,
organizado por André Gorz, São Paulo: Martins Fontes, 1980.
5. A ênfase no fazer, independentemente da formação escolar,
como argumento básico para explicar as disparidades do PCCTAE que pesaram
sobre as costas dos TNS, fortalece essa visão do trabalhador coletivo,
generalização que impregnou as cabecinhas dos que arquitetaram o
tabelão.
6. "Técnica, técnicos e luta de classes", in
Crítica da divisão do trabalho, organizado por André Gorz,
São Paulo: Martins Fontes, 1980. Pág. 214 e 215.
7. O supra-sumo das ações propositivas que marcam o sindicalismo da
Fasubra é justamente o Projeto Universidade Cidadã se transformar em
projeto de lei. É o sindicalismo que não fica só nas
críticas, que propõe o que fazer, e que assim cai nas malhas do
sistema e passa a ser um agente de sua organização e
gestão.
8. Nesses últimos parágrafos nos remetemos ao que escreveu Davit
Eskenazi, arquiteto da UFRGS, em intervenção em lista de
discussão dos TNS em agosto de 2006.