Associação Nacional de Técnicos de Nível Superior
das Instituições Federais de Ensino




Essa audiência no Mec foi importante para a apresentação da Atens Nacional e pela informação que sua diretoria obteve em primeira mão sobre a carreira de Especialista em Educação que estaria em gestação.


Leia algumas repercussões:

Plantando nossa árvore no MEC - Carreira própria

As carreiras em gestação no Mec

Ofício da Fasubra ao Mec

Primeira audiência no Mec


Caros TNS das IFE
Aos 31 de agosto de 2009, às 14 horas, a diretoria da Atens Nacional, representada pelo Presidente Elson Mello e os diretores Edilson Cosme Tavares e Clóvis Senger, foi recebida em audiência no MEC pelo Coordenador Geral de Redes das IFE Marcos Aurélio Souza Brito.
A reunião com Marcos Aurélio foi realmente proveitosa, ao confirmar informações que nos tinham chegado sobre ações do MEC em relação à situação dos TNS das IFE. Conversamos com o coordenador de redes das IFE do MEC por cerca de duas horas. Apresentamos nossa Atens Nacional, seus objetivos e o que efeti- vamente pretendemos fazer em relação ao segmento dos TNS das IFE. Na oportu- nidade, convidamos Marcos Aurélio para participar de nosso I Fórum de TNS da Atens Nacional, que traba- lhamos para realizar em novembro, cujo tema será a carreira para os TNS. Ele aceitou o convite, condicionando a data e agenda na época.
A grande informação que recebemos foi que o MEC está trabalhando na reestruturação da carreira dos técnicos administrativos de nível superior, especialmente no tocante à classe E do PCCTAE, e na montagem de uma carreira para os profissionais de saúde das IFE.
Para a carreira dos profissionais TNS das IFE, o MEC trabalha a montagem de uma carreira própria dos TNS, fora do PCCTAE, denominada Especialista em Educação.
Como uma alternativa a carreira Especialista em Educação, seria trabalhar dentro do PCCTAE, como carreira à parte, separando a classe "E" da matriz e dando um tratamento diferenciado aos TNS.
Há uma comissão dentro do MEC que discute essa proposta, da carreira de Especialista em Educação, para implantação em 2011. No ano de 2010 não poderá se fazer muito porque é ano eleitoral, ou seja, qualquer negociação que está em andamento no governo será para 2011, respeitando o acordado para 2010.
Foi colocado na mesa que as discussões não têm avançado, e o projeto não deslancha mais rápido pela variável federação. Há uma preocupação com a reação da federação, e já se sabe sua posição em tudo que tem a ver com os TNS, em resolver esse estrangulamento de carreira que existe. Nesse caso, ficou evidente que há uma expectativa de que a Atens Nacional possa se organizar suficientemente para ser uma interlocutora do processo e possa dar suporte para sua implementação, em função das dificuldades que virão.
Marcos Aurélio citou como exemplo que a implantação da carreira de Especialista em Educação custaria R$ 200 milhões. O PCCTAE já custou 3,5 bilhões e que essa quantia da implantação não seria problema. O problema é a Federação.
Na conversa, Marco Aurélio analisou as situações das universidades que não conseguem preencher os cargos de TNS ou não conseguem segurar os que entram. Falou também das disparidades entre os diversos segmentos das classes A, B, C e D, com os da classe E, com salários aviltados com relação ao mercado de trabalho e os outros com situação inversa, com salários bem superiores a esse mercado.
O MEC tem consciência da situação dos TNS e está determinado a consertá-la, até porque reitores e Andifes têm levado essa demanda constantemente ao ministério.
Outra grande noticia dita por Marco Aurélio foi que há uma concepção formada dentro do MEC que a diferença entre TNS e os professores se resume à sala de aula, ou seja, a diferença entre um TNS doutor e um Professor doutor está na liturgia da sala de aula.
Enfim, há uma conscientização no MEC em resolver essa situação dos TNS até por questões de aprimorar a gestão das universidades, ajudando-as a cumprir as metas acordadas na assinatura do REUNI.
Na questão da remuneração dos TNS, o Marcos Aurélio foi bem claro dizendo que nós estávamos dentro de uma concepção de Instituição Federal de Ensino. Que nosso universo de remuneração teria que levar em conta o universo dos professores e que trabalhavam um piso para os TNS igual a uma remuneração de um professor 40 horas. Que a carreira de Especialista em Educação trabalhava com equalização da remuneração dos TNS levando em consideração a titulação tendo como referência a situação do professor com a mesma titulação na tabela de 40 horas.
Esta observação sobre a remuneração é bastante salutar porque desmistifica qualquer movimento que visa comparar a nossa remuneração TNS com outra tabela do Governo Federal, pois ficou bem claro que nossa tabela levará sempre em conta a tabela dos professores das IFE.
Na mesma reunião, a diretoria da Atens Nacional manifestou a preferência pela carreira própria para os TNS, e se dispôs a construir uma representatividade para se tornar interlocutora dos TNS junto ao MEC.
Encerrando esse comunicado, gostaríamos de registrar que a participação de Clóvis e Edilson na audiência do MEC foi possível porque foram custeados pela ATENS-SM, e de agradecer ao Pró-reitor de Recursos Humanos João Pilar, a Moacir e a Parcianello, da Universidade Federal de Santa Maria, pela intermediação da Audiência no Mec.

Elson Rezende de Mello - Presidente
Clóvis Senger - Secretário Geral
Edilson Cosme Tavares - Diretor Jurídico e Relações de Trabalho

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Com a Atens Nacional os TNS se afirmam como sujeitos de sua história