3 de junho de 2005
I - Fórum Nacional do Nível Superior das IFES - Ouro Preto-MG
CARTA DO FÓRUM
A LUTA ESTÁ APENAS COMEÇANDO...
DIGNIDADE E RESPEITO PARA COM OS SERVIDORES DO NS DAS IFES
Os componentes da Mesa Coordenadora dos trabalhos do FÓRUM DO NS DAS
IFES, realizado no dia 3 de junho de 2005, em Ouro Preto, formada pelos
representantes das IFES de Ouro Preto (UFOP), Viçosa (UFV), Goiás
(UFG) e Fasubra, vêm informar a toda a comunidade universitária os
fatos ocorridos nesse evento.
O evento foi realizado na cidade de Ouro Preto, Minas Gerais, e contou com a
presença de 22 instituições de ensino superior, 178
participantes, 12 estados da federação, 3 delegados da FASUBRA,
Sindicato ASSUFOP e representantes da Administração da
Instituição Sede. Somos brasileiros e lutamos pela
produção e difusão do conhecimento científico em nosso
País.
Somos pesquisadores, funcionários, alunos que acreditam na
UNIVERSIDADE PÚBLICA. Entendemos que o maior desafio para nossa
categoria é a aplicação da Lei 11.091 de janeiro de
2005, que institui o novo Plano de Carreira para os Técnicos das IFES.
Lutamos para a preservação e continuidade da UNIVERSIDADE
PÚBLICA DE QUALIDADE e para que seu corpo técnico seja tratado
com dignidade.
Por conta de o assunto do FÓRUM ser polêmico, foi
visível, desde o início, a formação de grupos de
discussão, e, em detrimento disso, foi sugerido que os trabalhos da
Mesa fossem conduzidos de forma propositiva e as deliberações
aprovadas pela plenária em virtude da importância da
resolução acerca do tema. Assim, atendendo aos anseios da
plenária, foi dada a continuidade aos trabalhos.
Conforme instrução para conduzir os trabalhos, a Mesa
referendada pela plenária instituiu que, em princípio,
ouviríamos a exposição de propostas e, em seguida,
discutiríamos os procedimentos de análise de cada uma delas,
para que, no final, fosse elaborado um documento único que
contemplasse as discussões em questão. As
exposições obedeceram à seguinte ordem: UFV
(Viçosa), UFLA (Lavras), UFC (Ceará), UFPB (Paraíba),
UFJF (Juiz de Fora), UFG (Goiás), UFMG e UFOP (Ouro Preto).
Os participantes do FÓRUM DO NS DAS IFES deliberaram pela
elaboração e divulgação desta "Carta do
FÓRUM DO NS DAS IFES", a título de
reivindicação do grupo, em que o Fórum expressa sua
posição perante à FASUBRA e às políticas
adotadas para o grupo NS nos âmbitos da aplicação da LEI
11.091, assim como fizeram considerações e sugestões
sobre as diretrizes e medidas esperadas das políticas do MEC, MPG,
através de quatro parâmetros assim discriminados:
1. Reconhecimento do Trabalho Realizado no FÓRUM
a) É notório que existe um conjunto consistente e rico de
propostas e até mesmo de ações em prol do grupo NS.
b) Configura-se mérito da FASUBRA e de todos aqueles envolvidos,
representantes das IFES, plenárias, entidades representativas,
sindicatos e técnicos de base comprometidos com as
aspirações do grupo NS das IFES.
c) É certamente um conjunto de propostas e medidas que implementadas
garantirá um avanço significativo na geração de
uma minuta para mudança da LEI 11.091, contemplando os TAs do NS das
IFES.
2. Urgência da Implementação
2.1 Regionalização e
especificidades
a) Existem, com certeza, outras propostas e medidas que poderão
aprimorar ainda mais o escopo das políticas para o grupo NS.
b) Somente com a efetiva participação de todas as IFES é
que tudo isso se justificará.
c) Urge dar encaminhamentos concretos e imediatos, tornando realidade os
avanços até então tratados no nível da categoria
(defesa da proposta junto à FASUBRA, GT-Carreira, ANDIFES, MEC,
etc.).
2.2 Propostas de caráter imediato
a) Tratar diferentemente os desiguais, gerando ações concretas
por tipologia institucional, conforme os diversos níveis de capacidade
e conhecimento conceitual e técnico; capacidade metodológica e
operacional, implementando as medidas possíveis/específicas
para a questão do Incentivo à Qualificação.
b) Exigir um piso salarial para o NS que garanta um mínimo de
dignidade ao exercício de sua atividade. Piso emergencial de R$
2.280,00 e piso de 10 salários mínimos.
c) Definir os requisitos para que as entidades tenham acesso ao montante de
recursos e aos parâmetros de resultados esperados para sua
aplicação junto à política de pessoal do NS.
d) Evidenciar a vontade política existente, concretizando o apoio
através de, pelo menos, uma instituição financeira
(Ministério do Planejamento).
e) Agilizar o processo de incentivo e apoio ao grupo NS, partindo de
experiências e sugestões das bases.
f) Constituir uma política de divulgação que tenha o
caráter educativo e formativo sobre os Técnicos do NS das IFES
e sua importância para o progresso coletivo e do grupo NS.
3. Propostas a Longo Prazo
a) Estudo minucioso e científico sobre as tabelas, disponibilizando
informações para todo o setor da educação
superior em geral.
b) Disseminação de conhecimento e informação
sobre a importância desse grupo para a Universidade, com
estratégias consistentes dirigidas aos agentes de desenvolvimento e ao
público-alvo (sociedade civil).
c) Sensibilização e orientação aos setores
públicos superiores e fóruns de decisão (Câmara,
Senado) para apoio à criação de novas
iniciativas/propostas (viáveis) que contemplem os TAs das IFES;
d) Viabilização continuada de recursos por parte do
MEC/Planejamento para as IFES.
O Fórum do NS das IFES acredita que as considerações ora
apresentadas expressam conteúdos que podem contribuir
significativamente para a formulação de políticas
públicas capazes de expressar mais efetividade e sustentabilidade aos
anseios dos Técnicos de Nível Superior das IFES, com base na
ampla participação, articulação entre o poder
público e as Instituições representativas como FASUBRA e
ANDIFES, assim como o reconhecimento e aproveitamento dos conhecimentos e
recursos científicos, forjando novos e promissores rumos dos TAs do NS
das IFES.
PROPOSTA DELIBERADA
Fórum Nacional do NS Ouro Preto 03/06/2005
Propostas Aceitas
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Tema
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Descrição das propostas aceitas
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Capacitação
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- Carga horária mínima única para mudança de
nível de capacitação dentro das classes
Classes A e B => 20h no mínimo para todos níveis
Classes C e D => 40h no mínimo para todos níveis
Classe E => 60h no mínimo para todos níveis
- Considerar cursos anteriores ao ingresso para enquadramento.
- Somar carga horária de cursos modulares.
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Qualificação
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- Quem tiver pós-graduação desloca para o
nível IV com direito ao incentivo à
qualificação, sendo este incentivo de 30%, 60% ou 100%,
respectivamente para especialização, mestrado e
doutorado.
- Quem não tiver curso de pós se capacitará
nível a nível, de acordo com a CH dos outros cursos
feitos.
- Percentuais: conforme Tabela I abaixo.
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TABELA I
Percentuais de Incentivo à Qualificação
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Nível de escolaridade formal superior ao previsto para o
exercício do cargo
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Percentual de Incentivo
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Área de conhecimento com correlação
direta
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Área de conhecimento com correlação
indireta
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Ensino fundamental completo
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10%
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-
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Ensino médio completo
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15%
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-
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Ensino médio profissionalizante ou ensino médio com curso
técnico completo
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20%
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15%
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Curso de graduação completo
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25%
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20%
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Especialização superior ou igual a 360h
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30%
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25%
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Mestrado
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60%
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40%
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Doutorado
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100%
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70%
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Tabela Salarial
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- Com qualquer tabela e piso salarial, o Nível D não pode
ultrapassar o piso do Nível E, para valorizar o
pré-requisito de ingresso na classe.
- Manter a constância progressiva estabelecendo piso da classe E e,
com base nisso, identificar o valor de interpolação.
- Cenário 1: levar proposta de tabela com piso NS de R$2.280,00,
quebrando interpolação.
- Cenário 2: se o cenário 1 não for aceito, levar
proposta da UFG, focando sempre o piso salarial do NS.
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Aposentados
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- Manter a equivalência da situação do aposentado na
época de sua aposentadoria.
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