Email que circulou em listas de discussão em 31 agosto de 2007
Análise do Movimento - parte 1 - movimento castrado
Para fazer uma análise do movimento no momento atual, também acho
importante resgatar algumas passagens do movimento TNS. Com a
adoção do PCCTAE, pipocou pelo Brasil todo uma
reação dos TNS quanto ao prejuizo imposto a nossa classe.
Sentimento de que tínhamos sido massacrados pela federação,
pelos sindicatos que eramos filiados. Ficaram visíveis as manobras
realizadas para contemplar as demais classes. Nascia o movimento TNS. Foram 4
foruns. A partir do 2º em Goiania, com a eleição de
coordenadores todos fasubristas, as perspectivas se reduziram bastante, tanto
é que o movimento a partir daí, ao invés de crescer foi
sendo castrado. Volto a falar sobre isso depois, em resposta ao Paulo
Menezes/UFG quando afirma, sempre sereno, como diz o Elson/UFV, que o movimento
se dividiu em duas correntes, quando na verdade existem tres correntes.
Para alguns, eu me incluo, achávamos que o problema era resultante da
falta de participação dos TNS na luta sindical. Decidimos
então, fazer o que deveria, ou seja participar das assembléias,
da direção dos sindicatos, das plenárias. Mas, a coisa
não era assim tão simples.
O ranço ficou patente. O sentimento de posse do sindicato pelas
lideranças atrasadas foi aflorado. As discussões passavam para
o campo das ofensas. O que é isso? Po que? Falta pra gente
"consciência política"? Não sabemos "fazer
política"?
Digo que esse tipo de "política" não me interessa. Ao
participar das plenárias da federação pudemos comprovar
que essa forma de fazer política se reproduzia numa dimensão
nacional. Ficou claro naquela hora que estávamos num mato sem
cachorro, como dizia meu pai.
Daí pro fracasso anunciado do XIX CONFASUBRA, foi só aguardar,
já que havia um sentimento de alguns, que as coisas mudariam.
Não mudaram como verificamos na eleição da nova DN e de
manifestos como esse do CNG/DN ao presidente, e não vão mudar
com essa gente que comanda a federação com interesses
mesquinhos.
Digo mais, também não vai mudar nada se nós não
aprendermos a fazer política, mas na acepção da palavra,
que é aprendermos a nos relacionar, a dirigir nossos destinos de
maneira democrática e respeitando as diferenças. Só
assim o movimento TNS poderá crescer e fazer a diferença. Sem
dúvida que existem diferentes pontos de vista, mas quem deverá
apontar o caminho será escolha da maioria da nossa classe.
Vamos nos organizar para escolhermos o caminho.
Pra não alongar continuo na parte 2, logo mais.[A segunda parte
não chegou a ser postada]
Ronaldo São Romão Sanches
Administrador - GAB/FAMEZ/UFMS