Associação Nacional de Técnicos de Nível Superior
das Instituições Federais de Ensino
Emails que circularam em listas de discussão em 9 de maio de 2007

Reflexão


Ultimamente tenho me perguntando: o que, afinal, nós queremos? Motivados pela indignação, sentimento de traição, ..., iniciamos um movimento dispostos a botar a boca no trombone, o dedo na ferida, apontando os erros, e propondo soluções, do PCCTAE e do movimento sindical.
Entre as nossas críticas mais ferrenhas estão as brigas constantes entre as correntes que dirigem o movimento sindical que, motivadas pela marcação de posição e até vaidades pessoais, preferem o prejuízo da categoria a ver uma proposta da outra corrente ser contemplada.
Foram dois anos em que debatemos e aprimoramos uma proposta de reestruturação da tabela que foi considerada como a que melhor refletia os princípios de uma carreira e a igualdade de tratamento entre os servidores, resguardando suas diferenças.
Desde a plenária de dezembro de 2005, quando aprovamos os parâmetros para a reestruturação da tabela, criticamos a FASUBRA por não dar encaminhamentos ao que fora deliberado pelas bases. Criticamos a DN por não promover os debates necessários para detalhamento da forma de implantação dos novos parâmetros aprovados, e passamos nós mesmos a fazê-los.
Através de um trabalho que envolveu muitas discussões em nossa lista, detalhamos uma proposta e a encaminhamos para diversas entidades de bases que a aprovaram em suas assembléias.
Hoje, passados 17 meses da plenária de dezembro de 2005 conseguimos, finalmente, fechar esse ciclo dentro da FASUBRA. Está aprovada e detalhada a proposta de reestruturação da tabela salarial.
E a sensação que temos é que essa aprovação desagradou não só aquelas pessoas que sempre se mostraram resistentes à mudança da lógica para se construir uma matriz salarial, mas também alguns de nós que desejam, acima de tudo, o rompimento com a Federação.
Somos livres para escolhermos os nossos caminhos, mas não podemos cometer os mesmos erros daqueles que sempre criticamos. Não podemos torcer para que a proposta que discutimos e que escolhemos como a que melhor atendia ao conjunto da categoria (entendendo categoria como o conjunto de todas as classes) não seja implementada, porque isso poderia significar uma "vitória" daqueles que combatemos.
Por fim, o resultado alcançado na última plenária é prova de que, quando há debates, a escolha da maioria se dá pela defesa com os melhores argumentos, e não pelo número de representantes por segmento.

Abraços.

Paulo Menezes


Aos colegas

Saudações

Ora Paulo, por favor... Tudo bem! Vamos lá!
Não se trata de torcer para que a proposta não seja implementada, pelo contrário. Todos adorariam que fosse. O problema é acreditar que a mesma DN que tentou sabotar (e você sabe tanto quanto eu) a proposta de tudo que foi maneira, venha agora encaminhá-la da maneira correta. Mesmo que a proposta tivesse passado fácil, o histórico da DN não ajuda. Credibilidade é uma coisa que não se perde hoje e se recupera amanhã.
Por fim, peço sua licença para discordar também da sua conclusão sobre o resultado da última plenária. Entendo que o resultado significa que "prudência e canja-de-galinha não fazem mal a ninguém".

[]´s

Gustavo Monteiro
NPD - UFSC


Bom dia, Gustavo.

O histórico da DN nos indica que temos que confiar desconfiando. Não discuto isso, pelo contrário, temos que estar vigilantes. Mas, eu não tenho dúvidas que existem pessoas que adorariam ver a FASUBRA não encaminhar nossas propostas, para ficar no discurso de FORA FASUBRA.
Eu sei, como você e todos os demais sabem, que existem pessoas dentro da Federação que ainda não engoliram a derrota, portanto, eu me preocupo, Gustavo, com eventuais ações que possam dar margens para que essa turma ganhe fôlego.
Por isso a minha dúvida: Afinal, o que queremos? Melhorar nossas condições de trabalho e de vida profissional ou nos separarmos da FASUBRA?
Tudo bem que as coisas não são tão simples e direta assim, mas, temos que eleger prioridades.
Penso que se tivéssemos o PCCTAE do jeito que foi concebido, mas com a tabela montada com base nos parâmetros que aprovamos, talvez não teríamos esta lista.
Portanto, para mim, a prioridade é sim corrigir as distorções da tabela. Todos os demais temas que estamos discutindo, e que temos que fazê-lo, seriam polêmicos independentemente da FASUBRA. Ou você duvida que, se algum dia tivermos uma ATENS, ou um sindicato nacional de TNS, em pouco tempo não haverá dois lados a se polarizarem? E, provavelmente, esses dois lados se rotularão em "governistas" e "não governistas".

Abs.

Paulo Menezes


Aos colegas
Saudações
Paulo, "confiar desconfiando" é um eufemismo sensacional. Que tenha gente que adoraria isso ou aquilo não justifica o que ocorreu em seqüência antes ou durante a plenária. Tampouco justifica qualquer atitude de retaliação que alguém da DN (que teria que ter maioria) por manifestações "desagradáveis". Se existir algum "espírito" na DN querendo ganhar fôlego para fazer alguma perversidade, que ganhe! É um momento ótimo para ele mostrar a cara! Se você o conhece, nos apresente.
Não dá mais para agüentar a permissividade promovida pelos defensores da federação. Uma coisa é querer fortalecer uma estrutura em condições de representar a todos os 150mil, outra coisa completamente diferente é querer manter o estado 'artificial' das coisas e dos mecanismos da forma que estão aí para favorecer a distorção dos objetivos. Para "recuperar" a FASUBRA precisa ter disposição para cortar na própria carne.
Sobre as últimas plenárias, eu esperei que se acalmassem os ânimos para não parecer ingrato ou estraga-prazeres ao comentar. A minha consideração àqueles que participaram de boa-fé, mas os IDs, anteriores às plenárias, tratando da 'correção das distorções' foram explícita sabotagem ou simples incompetência? Existe consciência sobre isso. Como querer perfilhar uma causa a essa altura do campeonato? Isso já foi feito pelo grupo que desenvolveu a proposta no ano passado, pois a mesma tinha a pretensão de unir toda a categoria. Era para ter sido abraçada e ratificada nas plenárias de maneira marcante, como forma de união de todos mesmo. Apesar disso, foi espezinhada em BSB até o fatídico evento, onde ainda por cima foi custosa para ser aprovada. Ficamos na situação de ter que comemorar a vitória sobre a DN?! Tem sentido?!
Finalizando... Eu, particularmente, não tenho preferência alguma por ATNS ou FASUBRA. Bastava apenas que fosse feito o justo, o correto e o combinado. Adoraria ver a FASUBRA atuando de acordo com a sua finalidade, mas sinceramente não acredito e acho que muito pouca gente acredita. Pra mim, não há o que perder.

[]´s

Gustavo Monteiro
NPD - UFSC
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Com a Atens Nacional os TNS se afirmam como sujeitos de sua história